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 Sistema Esquelético

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Número de Mensagens: 12
Data de inscrição: 11/12/2007

MensagemAssunto: Sistema Esquelético   Qua Dez 12, 2007 9:55 pm

SISTEMA ESQUELÉTICO


O SISTEMA ESQUELÉTICO TEM COMO PRINCIPAIS FUNÇÕES:
- Promover o suporte para o corpo;
- Proteger os órgãos vitais;
- Auxiliar na realização do movimento do corpo;
- Hematopoiese;
- Prover um local de armazenamento para o cálcio.
ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA ESQUELÉTICO
O esqueleto é dividido em duas partes funcionais:
- Esqueleto axial – formado pelos ossos do crânio e da face, osso hióide, coluna vertebral, esterno e costelas.
- Esqueleto apendicular é formado:
- pela cintura escapular e ossos dos membros superiores;
- pela cintura pélvica e ossos dos membros inferiores.

TIPOS DE OSSO
Existem dois tipos de osso:
- osso compacto: denso e forte, constituído por delgadas lâminas ósseas que se sobrepõem umas às outras, unindo-se em torno de um centro.
- osso esponjoso: é constituído por delgadas lâminas que se dispõem de modo a formar cavidades pequenas.

CLASSIFICAÇÃO DOS OSSOS
OS OSSOS SÃO IDENTIFICADOS POR CINCO TIPOS DE ACORDO COM A FORMA:
- Ossos longos;
- Ossos curtos;
- Ossos planos;
- Ossos irregulares;
- Ossos sesamóides.
Ossos longos
- São constituídos por uma haste (diáfise) e duas extremidades (epífises).
- O interior da diáfise é formado por uma cavidade medular (canal medular). A diáfise é composta em grande parte por tecido compacto.
- As extremidades da diáfise e de cada epífise, são constituídas no centro por osso esponjoso, circundadas por uma fina camada de osso compacto.
Exemplo: úmero.

Ossos curtos
- São curtos e irregulares;
- São formados por tecido esponjoso, revestido na maior parte das vezes, superficialmente, por uma camada de tecido compacto.
Exemplo: os ossos do carpo e do tarso.

Ossos planos
- Têm o aspecto de uma lâmina;
- São formados por tecido compacto, no meio do qual, se encontra uma camada de tecido esponjoso;
Exemplo: temos os ossos da abóbada craniana.


Ossos irregulares
Exemplo: vértebras.


Ossos Sesamóides
- São pequenos, arredondados e envolvidos num tendão e tecido fascial, encontrado adjacente às articulações.
Exemplo: patela ou rótula.


COMPOSIÇÃO DO OSSO
O osso é formado por tecido conjuntivo, por três tipos de células e por uma matriz, composta por fibras de colagénio envolvidas numa substância fundamental calcificada.
Células ósseas
No osso encontram-se três tipos de células:
- Osteoblastos – forma jovem de célula óssea, que elabora a osseína. Está presente no tecido conjuntivo e no tecido cartilagíneo em vias de ossificação. O osteoblasto transforma-se em osteócito. São responsáveis pelo crescimento e formação dos ossos.
- Osteócito – célula constituída por tecido ósseo que atingiu a maturidade. Participam em parte do mecanismo regulador para a manutenção normal do cálcio sanguíneo.
- Osteoclastos – são raros nos adultos e mais numerosos nos ossos jovens, onde têm uma função no processo de absorção óssea. São responsáveis pelo crescimento e formação dos ossos.
Membranas do osso
- Periósteo – tecido conjuntivo fibroso que reveste a superfície externa do osso, excepto as superfícies articulares (estas são revestidas por cartilagem hialina).
- Endósteo – tecido conjuntivo delicado que reveste as cavidades do osso, incluindo os espaços medulares, cavidades medulares e canais haversianos.
O periósteo e o endósteo contêm células percursoras de osteoblastos.


Medula óssea

Nos adultos, os espaços medulares de costelas, vértebras, esterno e pelve contêm medula óssea vermelha que funciona na hematopoiese, formação de eritrócitos, leucócitos e megacariócitos (que se desintegram para formar plaquetas).
As cavidades medulares dos ossos longos são preenchidas com medula óssea amarela (essencialmente tecido adiposo).
HISTOLOGIA DO OSSO
A unidade funcional microscópica do osso compacto é conhecida como Sistema de Harvers.
- Em cada sistema, existe um canal de Harvers central, contendo vasos sanguíneos, circundado por anéis concêntricos designados lamelas.
- Os osteócitos localizam-se entre as lamelas, num espaço chamado lacuna.
- Os canalículos ligam as lacunas entre si e com o canal de Harvers central.
A estrutura do osso esponjoso designa-se por Sistema de Harvers incompleto, uma vez que os vasos sanguíneos haversianos estão ausentes e o canalículo comunica-se directamente com os vasos sanguíneos do endósteo.



CRESCIMENTO E FORMAÇÃO DO OSSO
Existem dois tipos de formação óssea:
1 – Ossificação intramembranosa – os ossos crescem através da ossificação intramembranosa, na qual são formados modelos de osso mesenquimal durante os períodos embrionário e pré-natal.
2 – Ossificação endocondral – na qual são formados modelos de cartilagem durante o período fetal, com a subsequente substituição da maior parte da cartilagem por osso após o nascimento.



ESQUELETO AXIAL
Ossos do crânio
O crânio é o esqueleto da cabeça e é dividido em duas partes:
- Neurocrânio e Viscerocrânio.
Neurocrânio
- É o revestimento ósseo do encéfalo e dos seus revestimentos membranáceos: as meninges cranianas;
- Contém partes proximais dos nervos cranianos e a rede vascular do encéfalo;
- Tem um tecto em forma de cúpula, a calvária ou calota craniana e um assoalho ou base do crânio.
- Nos adultos, é formado por uma série de 8 ossos:
- 4 ossos ímpares centralizados na linha mediana: frontal, etmoidal, esfnoidal e occipital;
- 2 conjuntos de ossos pares e bilaterais: temporal e parietal.
Viscerocrânio
- É o esqueleto facial formado pelos ossos da face;
- É formado por ossos irregulares:
- 3 ossos ímpares centralizados na linha mediana: mandíbula, etmóide e vômer;
- 6 ossos pares e bilaterais: maxilas, conchas nasais inferiores, zigomáticos, palatinos, ossos nasais e lacrimais.
- As maxilas e mandíbula, são ossos que circundam a boca e abrigam os dentes.
Ossos ímpares do Neurocrânio:
Frontal – é um osso plano que forma o esqueleto da fronte e articula-se inferiormente com os ossos nasal e zigomático. Este osso também se articula com o lacrimal, etmóide e esfenoide. O osso frontal é separado dos ossos parietais pela sutura coronal.
Etmóide – é o osso mais leve do crânio e consiste predominantemente de tecido esponjoso. O etmóide é um osso irregular e é a principal estrutura de suporte da cavidade nasal e contribui para a formação das órbitas.
Esfenoide – é um osso irregular, forma a porção anterior da base do crânio, articula-se anteriormente com o etmóide e o frontal, e posteriormente com o occipital.
Occipital – é um osso plano que forma a base do crânio, articula-se anteriormente com os ossos parietais formando a sutura lambdóide. A porção inferior possui uma grande abertura, o forame magno, por onde passa a medula espinhal.
Ossos pares do Neurocrânio
Temporal – os dois ossos temporais são irregulares, auxiliam na formação dos lados e da base do crânio. Cada um inclui a orelha e forma a fossa para a articulação da mandíbula.
Parietal – os dois ossos parietais formam os lados e o tecto do crânio e articulam-se na linha mediana formando a sutura sagital.
Ossos ímpares do Viscerocrânio
Mandíbula – ou osso maxilar inferior é o mais forte e mais longo osso da face.
Etmóide
Vômer – é um osso achatado e constitui a poção póstero-superior do septo nasal.

Ossos pares do Viscerocrânio
Maxila – formada por dois ossos denominados maxilares que estão fixos ao resto do crânio e não se movem.
Conchas nasais inferiores - as duas conchas nasais inferiores, são ossos independentes que se localizam, um em cada cavidade nasal, na porção lateral.
Zigomáticos – estes dois ossos formam a proeminência das maças do rosto, localizam-se sobre as maxilas, articulando-se com os seus processos zigomáticos.
Palatinos – os ossos palatinos formam o tecto da boca, o palato duro. Parte dos ossos palatinos estende-se para cima e auxilia na formação da parede externa da cavidade nasal.
Nasais – os dois ossos nasais articulam-se para formar a ponte do nariz. Superiormente, esses ossos achatados articulam-se com o osso frontal e constituem uma pequena porção do tecto da cavidade nasal.
Lacrimais – os dois ossos lacrimais compõem parte da órbita no ângulo interno do olho. Esses ossos dispõem-se imediatamente atrás do processo frontal da maxila.

Suturas do Crânio
A região superior do crânio é designada por cúpula do crânio e é atravessada por três suturas (ligações que não permitem mobilidade):

1 – Sutura Coronal – separa o osso frontal dos parietais.
2 – Sutura Sagital – separa os dois ossos parietais (linha sagital mediana).
3 – Sutura Lambdóide – separa os ossos parietais do osso occipital.
O ponto de encontro das suturas coronal e sagital é designado de Bregma.
O ponto de encontro das suturas sagital e lambdóide é chamado de Lambda.



O Osso Hióide
- Este osso não possui articulação;
- É suspenso a partir do processo estilóide do osso temporal por dois ligamentos estilóideos;
- Externamente, a sua posição, é observada no pescoço, entre a mandíbula e a laringe;
- Tem uma forma semelhante a ferradura com duas projecções laterais;
- O osso hióide funciona como suporte para a língua.
Coluna vertebral
- É formada por uma série de 33 vértebras organizadas em 5 regiões:

- 7 cervicais;
- 12 torácicas;
- 5 lombares;
- 5 sacrais;
- 4 coccígeas.
- Só há movimento significativo entre as 25 vértebras superiores.
- As vértebras tornam-se maiores gradualmente à medida que a coluna vertebral desce até ao sacro e depois tornam-se progressivamente menores em direcção ao ápice do cóccix.
- A mudança de tamanho é devida ao facto das vértebras sucessivas suportarem cada vez maior peso corporal à medida que a coluna vertebral desce. As vértebras atingem o tamanho máximo imediatamente acima do sacro, que transfere o peso para os membros inferiores.
- A coluna vertebral é flexível porque é formada por muitos ossos relativamente pequenos, as vértebras.
Estrutura da vértebra
Características gerais
Uma vértebra geral é formada por: 1 corpo vertebral, um arco vertebral e sete processos (1 processo espinhoso, 2 processos transversos e 4 processos articulares).

Corpo Vertebral – constitui a maior parte da vértebra. É único e mediano e está voltado para a frente, é representado por um segmento cilíndrico, apresentando uma face superior e outra inferior.
- Função: Confere resistência à coluna vertebral e sustenta o peso do corpo.
Arco vertebral – está localizado posteriormente ao corpo vertebral e é formado por 2 pedículos e por 2 lâminas. Os pedículos projectam-se posteriormente do corpo vertebral para encontrar as lâminas que se unem na linha mediana.
O arco vertebral forma as paredes do forame vertebral, por onde passa o canal medular (contém a medula espinal, raízes dos nervos, espinais, meninges, gordura e vasos).
Um Processo espinhoso mediano projecta-se posteriormente a partir do arco vertebral na junção das lâminas.
- Função: proporcionam fixações para os músculos profundos do dorso e facilitam os músculos que fixam ou mudam a posição das vértebras.
Dois processos transversos – projectam-se póstero-lateralmente a partir da junção dos pedículos e lâminas.
- Função: proporcionam fixações para os músculos profundos do dorso e facilitam os músculos que fixam ou mudam a posição das vértebras.
Quatro processos articulares – dois superiores e dois inferiores que se originam das junções dos pedículos e lâminas, cada um deles sustentando uma face articular.
- Função: determinam os tipos de movimento permitidos e restritos entre as vértebras adjacentes a cada região. Também a ajudam a manter alinhadas as vértebras adjacentes, evitando o deslizamento anterior de uma vértebra sobre a vértebra abaixo.
Características regionais
Vértebra Cervical
- Localizam-se entre o crânio e as vértebras torácicas.
- São as mais pequenas porque sustentam menos peso do que as outras vértebras.
- As duas primeiras vértebras cervicais são atípicas.
- A C1 ou Atlas não possui corpo nem processo espinhoso.
- A C2 ou Áxis, é a mais forte das vértebras cervicais e apresenta um processo ósseo forte denominado Dente (Processo Odontóide) que se localiza anterior à medula e serve como eixo em torno do qual ocorre a rotação.
Parte Características
Corpo Pequeno e mais largo lateralmente do que antero-posteriormente; superfície superior côncava e inferior convexa.
Forame Vertebral Grande e triangular.
Processos Transversos Forames tranversos pequenos ou ausentes em C7.
Processos Articulares As faces articulares são quase horizontais nesta região.
Processos Espinhosos Curtos (C3-C5) e bífidos (C3-C6); processo de C6 longo e de C7 mais longo.
Vértebra Torácica
Parte Características
Corpo Tem a forma de coração; uma ou duas fóveas costais para articulação com a cabeça da costela.
Forame Vertebral Circular e menor do que os forames das vértebras cervicais e lombares.
Processos Transversos Longos e fortes; o comprimento diminui de T1 para T12.
Processos Articulares O plano das faces articulares está no arco centralizado sobre o corpo vertebral.
Processos Espinhosos Longos; as extremidades estendem-se até o nível do corpo vertebral abaixo.
Vértebra Lombar
Parte Características
Corpo Grande.
Forame Vertebral Triangular; maior que nas vértebras torácicas e menor que nas vértebras cervicais.
Processos Transversos Longos e delgados, processo acessório na superfície posterior da base de dada processo.
Processos Articulares Processo mamilar na superfície posterior de cada processo articular superior.
Processos Espinhosos Curtos e fortes; espessos, largos e em forma de machadinha.


Última edição por em Qua Dez 12, 2007 10:01 pm, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Sistema Esquelético   Qua Dez 12, 2007 9:57 pm

Sacro
- O sacro é grande, triangular, geralmente é formado por 5 vértebras fundidas, está localizado entre os ossos do quadril e forma o tecto e a parede póstero-superior da cavidade pélvica posterior.
- O formato triangular do sacro resulta da rápida diminuição do tamanho das massas laterais das vértebras sacrais durante o desenvolvimento.
- A metade inferior do sacro não sustenta peso, sendo assim, o seu volume diminui consideravelmente.
- O sacro transmite o peso do corpo aos membros inferiores.
- O canal sacral é a continuação do canal vertebral no sacro, que contem o feixe de raízes dos nervos espinais originados inferiormente à vértebra L1, conhecido como cauda equina.
- O sacro sustenta a coluna vertebral e forma a parte posterior da pelve óssea.
- O sacro é inclinado de forma a articular-se com a vértebra L5 no ângulo lombossacral, que varia de 130º a 160º.
- Em relação ao comprimento, o sacro é mais largo na mulher do que no homem, mas o corpo da vértebra S1 geralmente é maior nos homens.
Cóccix
- É um pequeno osso triangular, geralmente formado pela fusão de 4 vértebras cóccigeas rudimentares, embora em algumas pessoas possa haver uma a mais ou a menos.
- O cóccix não participa com as outras vértebras na sustentação do peso do corpo de pé, mas, na posição sentada, pode sofrer alguma flexão anterior, indicando que está a receber algum peso.
Curvaturas da Coluna Vertebral
Numa vista lateral, a coluna apresenta várias curvaturas consideradas fisiológicas:
- Cervical (convexa),
- Torácica (côncava),
- Lombar (convexa),
- Pélvica (côncava).
Quando uma destas curvaturas aumenta, chamamos de Hipercifose (Região torácica e pélvica) ou Hiperlordose (Região cervial e lombar).
Numa vista anterior ou posterior, a coluna vertebral não apresenta nenhuma curvatura, quando ocorre alguma curvatura neste plano chamamos por Escoliose.
Esqueleto do tórax
- O esqueleto torácico assume a forma de uma gaiola abaulada, a caixa torácica, com grades horizontais formadas pelas costelas e cartilagens costais, sustentadas pelo esterno vertical e pelas vértebras torácicas.
Principais funções da Caixa Toráxica:
- Proteger os órgãos internos torácicos e abdominas das forças externas;
- Resistir às forças internas negativas (subatmosféricas) geradas pela retracção elástica dos pulmões e pelos movimentos inspiratórios;
- Proporcionar fixação para os membros superiores e sustentar o seu peso;
- Proporcionar a fixação (origem) de muitos músculos que movimentam e mantêm a posição dos membros superiores em relação ao tronco, além de proporcionar fixação para os músculos do abdómen, pescoço, dorso e da respiração.

Esqueleto da parede torácica
Inclui 12 pares de costelas e cartilagens costais, 12 vértebras torácicas e os discos intervertebrais interpostos entre elas, e o esterno.
Costelas
- São ossos leves, planos e curvos que formam a maior parte da caixa torácica. Cada costela possui um interior esponjoso contendo medula óssea. Existem três tipos de costelas:
- Costelas verdadeiras (vertebrocostais) – 1ª à 7ª costela, fixam-se directamente ao esterno através das suas próprias cartilagens costais.
- Costelas falsas (vertebrocondrais) – 8ª, 9ª e geralmente a 10ª costela, as suas cartilagens são unidas à cartilagem da costela acima delas e a sua conexão com o esterno é indirecta.
- Costelas flutuantes (vertebrais, livres) – 11ª, 12ª e algumas vezes a 10ª costela, as cartilagens rudimentares
erminam na musculatura abdominal superior, não se conectam com o esterno.
Costelas típicas – da 3ª à 9ª possuem características comuns, cada costela possui uma cabeça, colo, tubérculo e corpo.
Costela atípica – 1ª, 2ª, 11ª e a 12ª são diferentes das costelas típicas, a 1ª costela é achatada e o tubérculo funde-se ao ângulo; o corpo da 2ª costela possui uma tuberosidade para fixação do músculo serrátil anterior; a 11ª e a 12ª costelas não possuem colo e tubérculo e a 12ª costela é mais curta que a maioria.

Esterno
- É plano e alongado e forma a região intermediária da parte anterior da caixa torácica. O esterno possui três partes: manúbrio, corpo e o processo xifóide.
Manúbrio – é a mais larga e espessa das três partes do esterno. Nas regiões superior e externa, o manúbrio articula-se com a clavícula, através das articulações esternoclaviculares. Entre os dois pontos da articulação está a incisura jugular. A cartilagem costal da 1ª costela está firmemente fixada à borda lateral do manúbrio.
Corpo – é mais longo, mais estreito e mais fino que o manúbrio, está localizado a nível das vértebras T5-T9. O corpo exibe incisuras em ambos os lados para conexão com as costelas (da 2ª à 7ª).
Processo Xifóide – é a menor e mais variável parte do esterno, é fino e alongado. Está localizado a nível da vértebra T10. Não existem costelas ligadas ao processo xifóide. A sua junção com o corpo do esterno indica o limite inferior da parte central da cavidade torácica.
Membro superior
- É caracterizado pela sua mobilidade e capacidade de golpear, segurar e realizar actividades motoras simples (manipulação).
O membro superior divide-se em 4 segmentos:
- Ombro, Braço, Antebraço e Mão.
Clavícula
- A clavícula une o membro superior ao tronco.
- Embora tenha aspecto de um osso longo, a clavícula não possui cavidade medular. É formada por osso esponjoso com revestimento de osso compacto.
- O corpo da clavícula tem a forma de um S articulando-se com o manúbrio, na sua extremidade esternal e com o acrómio na sua extremidade acromial.
Funções da clavícula
- Serve como um suporte, na qual está suspensa a escápula e o membro superior, mantendo-os afastados do tronco, de forma que o membro tenha máxima liberdade de movimento.
- Transmite choques (impactos traumáticos) do membro superior para o esqueleto axial.
Escápula
- A escápula é um osso plano, triangular, localizado sobre a face posterior e lateral do tórax, cobrindo a área da 2ª à 7ª costelas.
- A face posterior, convexa, da escápula é dividida pela espinha da escápula, numa pequena fossa supra-espinal e uma fossa infra-espinal maior.
- A face costal é côncava e forma a fossa sub-escapular.
- A espinha é formada pelo acrômio que se articula com a extremidade acromial da clavícula.
- A face lateral da escápula possui a cavidade glenóide, que se articula com a cabeça do úmero.
Funções da escápula
- Forma a base móvel a partir da qual age o membro superior.
- Oferece grandes áreas de superfície e margens para fixação dos músculos.
- Esses músculos movem a escápula, mantêm a integridade e produzem movimento na articulação do ombro.
Úmero
- É o maior osso do membro superior, articula-se com a escápula na articulação do ombro e com o rádio e o cúbito na articulação do cotovelo.
- A cabeça do úmero esférica articula-se com a cavidade glenóide da escápula.
- A porção superior do úmero possui duas proeminências, os tubérculos, um maior e um menor.
- O colo cirúrgico, assim chamado, porque é o local onde a maioria das fracturas ocorre em pessoas idosas, localiza-se abaixo dos tubérculos.
- A extremidade distal do osso torna-se achatada e termina nos epicôndilos medial e lateral.
- A superfície articular da extremidade distal do úmero é formada pelo capítulo, uma saliência arredondada e lisa que se articula com o rádio e a tróclea.
- A superfície anterior da extremidade distal é a fossa coronóide e a superfície posterior é a fossa olecraniana.
Funções do Úmero
- A sua cabeça esférica permite uma grande amplitude de movimento sobre a base escapular, e a tróclea e o capítulo na sua extremidade distal facilitam os movimentos do tipo dobradiça do cotovelo e, ao mesmo tempo, rotação do rádio.
- O corpo do úmero forma uma alavanca eficaz para aumentar a força no levantamento.
Cúbito
- É o osso que estabiliza o antebraço, é o mais medial e o mais longo do antebraço.
- Articula-se com o úmero através da superfície anterior do olecrânio – incisura troclear.
- Projectando-se abaixo do olecrânio, está o processo coronóide, que forma a porção inferior da incisura troclear.
- A extremidade do cúbito é conhecida como cabeça e articula-se com a incisura do rádio e com um disco fibrcartilaginoso.
Rádio
- Localizado lateralmente, é o mais curto dos dois ossos do antebraço.
- Articula-se com o cúbito por uma membrana interóssea que cruza a área entre o eixo dos dois ossos.
- A cabeça radial articula-se com o capítulo do úmero.
- A cabeça do cúbito encaixa-se na incisura ulnar, na extremidade distal do rádio.
- O processo estilóide do rádio articula-se com os ossos do punho.

Funções do Cúbito e do rádio
- Juntos formam um suporte articulado que serve para posicionar a mão.
- Como o antebraço é formado pelo rádio e o cúbito, é possível o rádio girar em torno do cúbito e realizar movimentos de pronação e supinação.
Ossos da Mão
- O carpo é formado por oito ossos carpais dispostos em duas fileiras, proximal e distal, de quatro ossos.
- O carpo é acentuado convexo posteriormente e côncavo anteriormente.
Da região lateral para medial, os quatro ossos na fileira proximal são:
- Escafóide – tem a forma de barco e articula-se com o rádio na parte proximal e possui um proeminente tubérculo do escafóide, é o maior osso na fileira proximal dos carpais.
- Semilunar – tem a forma de meia-lua, localiza-se entre o escafóide e o piramidal, articula-se com o rádio na região proximal e é mais largo na parte anterior do que na posterior.
- Piramidal – localiza-se na face medial do carpo, articula-se na região proximal com o disco articular da articulação radiulnar distal.
- Pisiforme – um pequeno osso em forma de ervilha, situado na face palmar do piramidal.
Da região lateral para medial, os quatro ossos na fileira distal de carpais são:
- Trapézio – um osso com quatro faces situado na região lateral do carpo, articula-se com o 1º e o 2º metacarpais, escafóide e trapezóide.
- Trapezóide – um osso cuneiforme, semelhante ao trapézio; articula-se com o 2º metacarpal, trapésio, capitato e escafóide.
- Capitato – tem a forma de cabeça, com uma extremidade arredondada; é o maior osso do carpo e articula-se principalmente com o 3º metacarpal distalmente, e com o trapezóide, escafóide, semilunar e hamato.
- Hamato ou Uncinado – um osso cuneiforme na região medial da mão; articula-se com o 4º e 5º metacarpais, capitato e piramidal.
- O metacarpo forma o esqueleto da palma da mão entre o carpo e as falanges.
- É formado por cinco ossos metacarpais.
- Cada metacarpal possui base, corpo e cabeça.
- As bases dos metacarpais proximais, articulam-se com os ossos carpais, e as cabeças dos metacarpais, distais, articulam-se com as falanges proximais e formam as articulações metacarpofalângicas.
- O 1º metacarpal (polegar) é o mais largo e mais curto desses ossos.
- Cada dedo possui 3 falanges, excepto o polegar que tem apenas 2, no entanto, as falanges do polegar são mais fortes do que as dos outros dedos.
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MensagemAssunto: Re: Sistema Esquelético   Qua Dez 12, 2007 9:57 pm

Funções da Mão
- Os dedos alongados, altamente flexíveis, permitem apreender, manipular ou realizar tarefas complexas, envolvendo múltiplos movimentos individuais e simultâneos.
Membros Inferiores
Os membros inferiores são extensões do tronco especializadas para sustentar o peso do corpo, e permitir a locomoção, a capacidade de se deslocar de um lado para o outro e manter o equilíbrio.
O membro inferior é dividido em 6 partes principais:
1 – Região Glútea (nádegas e região do quadril);
2 – Coxa ou Região femoral;
3 – Joelho;
4 – Perna;
5 – Tornozelo;
6 – Pé.
Osso do quadril
- O osso do quadril maduro (a partir dos 20-25 anos), é o grande osso pélvico plano, formado pela fusão de três ossos primários:
1 – Ílio;
2 – Ísquio;
3 – Púbis.
Ílio
- Representa a maior parte do osso do quadril e possui partes posteriores e laterais, as asas, para a fixação de músculos.
- O corpo do ílio une-se ao púbis e ao ísquio para formar o acetábulo.
- É constituído pela crista íliaca que se projecta, anteriormente, formando as espinhas ilíacas ântero-superiores e ântero-inferiores.
- A sua crista ilíaca estende-se posteriormente terminando nas espinhas ilíacas póstero-superiores e póstero-inferiores.
Ísquio
- O isquío forma a parte posterior e inferior do osso do quadril. A parte superior do corpo do ísquio funde-se com o púbis e com o ílio e forma a parte posterior e inferior do acetábulo.
- O ramo do ísquio une-se ao ramo inferior do púbis para formar o ramo ísquio-púbico.
- É também constituído pela espinha isquiática que separa a incisura isquiática maior, da incisura isquiática menor.
- A projecção óssea rugosa da extremidade inferior do corpo do ísquio é o grande túber isquiático, onde o peso do corpo fica apoiado, na posição sentada.

Púbis
- Forma a parte medial e anterior do osso do quadril, contribuindo para a formação da parte anterior do acetábulo.
- O púbis é constituído por um corpo achatado e dois ramos, um superior e outro inferior.
- Os ramos são suportes esqueléticos fortes que mantém o arco formado pelo sacro e pelos dois ílios, através do qual o peso axial é dividido e transferido lateralmente para os membros inferiores quando a pessoa está de pé e para os túberes isquiáticos, quando está sentada.
- Medialmente, a face sinfisal do corpo do púbis, articula-se com a fase correspondente do corpo do púbis contralateral, constituindo a sínfise púbica.
- A margem antero-superior dos corpos unidos e da sínfise forma a crista púbica.

Forame Obturador
- É uma grande abertura oval e irregular do osso do quadril.
- É limitado pelo púbis e ísquio e pelos seus ramos.
- O forame obturador é fechado pela membrana obturadora fina e forte.
- A presença do forame minimiza o peso.

Acetábulo
- É a grande cavidade da face lateral do osso do quadril, onde se articula com a cabeça do fémur para formar a articulação do quadril.
- O ílio, o isquío e o púbis contribuem para a formação do acetábulo.
Fémur
- É o osso mais longo e mais pesado do corpo.
- O fémur não está numa linha vertical com o eixo do corpo quando erecto.
- A região proximal do fémur é em forma de L, formando um ângulo com o corpo de orientação oblíqua.
- No local onde o colo se une com o corpo do fémur há duas grandes elevações arredondadas denominadas trocanteres – o trocanter menor e o trocanter maior.
- O local de união entre o colo e o corpo é indicado pela linha intertrocantérica.
- Inferiormente é formado por dois côndilos, um medial e outro lateral que formam quase toda a extremidade inferior do fémur.
- Os côndilos femorais articulam-se com os meniscos e com os côndilos tibiais para formar articulação do joelho.
- Os côndilos são separados posterior e inferiormente por uma fossa intercondilar, mas fundem-se anteriormente, formando uma depressão longitudinal rasa, a face patelar, que se articula com a patela.
- A superfície lateral do côndilo lateral possui uma projecção central denominada epicôndilo lateral.
- A superfície medial do côndilo medial tem um epicôndilo medial maior e mais proeminente, superiormente ao qual se forma o tubérculo do adutor.
- Os epicôndilos permitem fixação proximal dos ligamentos colaterais da articulação do joelho.

Funções do Fémur
- O fémur permite acomodar a nossa postura erecta e permitir a marcha e a corrida bípedes.
Tíbia
- Localiza-se na face anterior e medial da perna, quase paralela ao perónio.
- É o segundo maior osso do corpo.
- A extremidade superior forma os côndilos medial e lateral que se articulam com os côndilos do fémur.
- As superfícies articulares são separadas pela eminência intercondilar formada por dois tubérculos intercondilares.
- Os tubérculos encaixam-se na fossa intercondilar entre os côndilos do fémur.
- A extremidade distal da tíbia é menor e prolonga-se com o maléolo medial.
- A face articular inferior da tíbia e a face articular do maléolo medial articulam-se com o tálus.
- A membrana interóssea permite a fixação dos dois ossos da perna.
- Inferiormente, a incisura fibular, permite a fixação à extremidade distal do perónio.
Perónio
- O perónio localiza-se póstero-lateralmente à tíbia e está firmemente fixada a ela pela membrana interóssea.
- A extremidade superior do perónio é formada por uma cabeça que se articula com o côndilo lateral da tíbia na sua face póstero-lateral.
- A extremidade inferior termina no maléolo lateral, no qual se fixam os ligamentos externos.
- O perónio articula-se distalmente com a tíbia e com o tálus.
Funções da Tíbia e do Perónio
- A tíbia sustenta o peso de tudo acima dela. O perónio não sustenta peso, auxilia a tíbia e serve principalmente para fixação muscular.
- Através da evolução e do desenvolvimento, os dois ossos sofrem pronação permanente para acomodar o bipedalismo.
Ossos do Pé
- O pé é formado pelo tarso, o metatarso e as falanges.
- É constituído por 7 ossos tarsais, 5 ossos metatarsais e 14 falanges.
Ossos Tarsais
- O tarso é composto por sete ossos:
- Tálus, calcâneo, cubóide, navicular e três cuneiformes.
Tálus
- É o único osso tarsal que não possui fixações musculares ou tendíneas.
- É formado pela cabeça, colo, tróclea e por dois processos, um lateral e outro posterior.
- A face superior do tálus está segura pelos dois maléolos e recebe peso do corpo através da tíbia.
- Esse peso é dividido entre o calcâneo, sobre o qual está apoiado o corpo do tálus, e a parte anterior do pé que recebe a cabeça do tálus.
- O corpo do tálus sustenta a tróclea superiormente e estreita-se formando um processo posterior, ladeado por um tubérculo lateral e um tubérculo medial.
Calcâneo
- É o maior e mais forte osso do pé.
- Na posição de pé, transmite a maior parte do peso do corpo do tálus para o solo.
- Dois terços anteriores da superfície superior do calcâneo articulam-se com o tálus e a face anterior articula-se com o cubóide.
- A parte posterior do calcâneo tem uma proeminência grande de sustentação de peso, a tuberosidae do calcâneo, que possui processos medial e lateral. Apenas o processo medial toca o solo na posição de pé.
Navicular
- É um osso achatado em forma de barco, localizado entre a cabeça do tálus posteriormente e os três cuneiformes anteriormente.
- A face medial do navicular forma a tuberosidade do navicular.
Cubóide
- Tem forma cúbica e é o osso mais lateral da fileira distal do tarso.
Três Cuneiformes
- Têm a forma de cunha e são: o medial (1º), o intermédio (2º) e o lateral (3º).
- O cuneiforme medial é o maior osso e, o cuneiforme intermédio é o menor.
- Cada cuneiforme articula-se com o navicular posteriormente e com a base do seu metatarsal apropriado anteriormente.
- O Cuneiforme lateral articula-se também com o cubóide.
Metatarso
- O metatarso é composto por 5 ossos metatarsais.
- Cada metatarsal tem uma base proximal, um corpo e uma cabeça distal.
- O 1º metatarsall é mais curto e mais forte que os outros.
- O 2º metatarsal é o mais longo.
- As bases dos metatarsais articulam-se com os cuneiformes e o cubóide, e as cabeças articulam-se com as falanges proximais.
Falanges
- São 14 falanges;
- Hálux (1º dedo) – tem duas falanges (proximal e distal);
- Os outros 4 dedos possuem 3 falanges cada: proximal, média e distal.
- Cada falange tem uma base (proximal) um corpo, e uma cabeça (distal).
- As falanges do 1º dedo são curtas, largas e fortes.
- As falanges do 5º dedo podem estar fundidas em pessoas idosas.
Funções dos ossos do pé
- Os ossos do pé formam uma unidade funcional que permite a distribuição do peso para uma larga plataforma a fim de manter o equilíbrio na posição de pé, a conformação e o ajuste às variações do terreno, absorvendo o choque.
- Os ossos do pé, também, transferem o peso do calcanhar para a parte anterior do pé, conforme é necessário na marcha e corrida.
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Sistema Esquelético

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